quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Carta ao Papai Noel

Carta a Papai Noel, Airton Monte

Remexendo nos seus velhos guardados de mãe, minha irmã mais velha, Valdenora, descobriu uma cartinha pra Papai Noel escrita por meu sobrinho Airtinho, irmão do terrível Pedrinho, com quem disputa palmo a palmo o coração da bela e inteligentíssima menininha Maria Eduarda, que por sinal, não dá a menor bola para os dois. Eis a cartinha, que ora transcrevo, eivado de minha infância, quando a vida era de graça e eu ainda não havia perdido de todo a inocência.

''Prezado Papai Noel, quero falar logo dos presentes que você deixou na minha árvore, Dia de Natal. Eu tinha pedido uma bicicleta, um trem elétrico, um nintendo e um par de patins. O ano todo me matei de estudar, tirei dez no colégio, me comportei bem com meus pais, meu irmão, pedi até a bênção do titio Airton, um sujeito chato, que insulta muito comigo, me chamando de um apelido que eu não gosto. Também ajudei velhinhas a atravessar a rua e nem botei mais o gato no microondas.

Mesmo assim, Papai Noel, você botou debaixo da minha árvore de natal a porcaria de um pião, uma merda de uma corneta e uma bosta de um par de meias. Seu barrigudo miserável, não me deu nadinha do que eu pedi e ao filho da vizinha, malcriado e desobediente, deu tudo o que ele pediu. Tomara que aconteça um terremoto, porque com um Papai Noel incompetente como você, é melhor que o mundo se acabe.

Mas não deixe de vir ano que vem. Pois vou arrebentar e tacar pedra em suas renas com a baladeira que Tio Airton Monte me deu. E aí, quero ver você, com essa barrigona, andando a pé, com o saco nas costas, pulando de telhado em telhado e a polícia pensando que é ladrão. Espero que seu trenó capote no meio da neve e você fique esperneando, de bunda pra cima, feito tartaruga ninja. No próximo natal, você vai saber o que é um garoto mal educado, doido pra se vingar. Atenciosamente, Airtinho''.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Natal Verde-Amarelo

NATAL VERDE AMARELO
(autor desconhecido)

Feliz Natal!
Natal brasileiro, sem nada estrangeiro,
Calor de dezembro, sem neve, sem frio.
Natal todo nosso, com sinos tocando
As velhas crendices do nosso Brasil.

Feliz Natal!
Na hora da ceia não sirva peru,
Sirva um bom café, vatapá, caruru.
Família reunida, contente da vida,
Que vão festejar, festejar o Natal, o Natal!
("Não há, o gente, oh não...")
Natal tão bonito, Natal tão azul.
Luar do sertão e o Cruzeiro do Sul
A iluminar o Brasil por inteiro.
Eu quero este ano, ver Papai Noel de Verde-Amarelo, chegar nessa
noite e em cada chinelo deixar o orgulho de ser brasileiro!